A arqueologia tem demonstrado através de estudos sistemáticos que a arte grega, após séculos de estagnação e esgotamento em um período denominado ´geométrico´, sofre uma mudança marcante, a qual será crucial para o seu desenvolvimento artístico e cultural. Esta mudança começa a ocorrer na segunda metade do século VIII a.C. através da expansão das rotas comerciais e dos contatos orientais e, pode ser notada na cerâmica, na arquitetura, artefatos de bronze, de marfim, conchas trabalhadas, terracotas, entre outros. Esta fase grega presencia o que muitos estudiosos denominaram de ´revolução orientalizante´. Segundo Burkert:
“A revolutionary period such as the orientalizing epoch provided this very opportunity for cultural development. The miracle of Greece is not merely the result of a unique talent. It also owes its existence to the simple phenomenon that the Greeks are the most easterly of the Westerners.” (Burkert, 1992:129)
O contato entre o mundo grego e as culturas orientais proporcionou, além de um enriquecimento e uma revitalização artística, uma importante inovação: o estabelecimento de sua escrita. Apesar de as principais áreas de contato estarem localizadas no Oriente Próximo, como, por exemplo na Síria, Fenícia, Frígia ou Urartu, o resultado deste contato e o alcance que essa arte orientalizante obteve ultrapassou o mundo grego, atingindo o Egito, a Sicília e a Etrúria.
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Senti perfume de coisa boa aqui ...
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